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Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia; 8 são presos

Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia Uma organização criminosa armada usava empresas de fachada do comércio vareji...

Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia; 8 são presos
Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia; 8 são presos (Foto: Reprodução)

Lojas de roupas eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia Uma organização criminosa armada usava empresas de fachada do comércio varejista, como lojas de vestuário e moda praia, empregos fictícios e transferências via Pix para lavar dezenas de milhares de reais obtidos com o tráfico de drogas no Amapá e no Pará. A informação consta na investigação da Operação Midas Reverso, deflagrada pela Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com ações realizadas desde a última sexta-feira (21) e que continuam nesta segunda-feira (24). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Ao todo, oito pessoas foram presas até o momento, sendo cinco mulheres e três homens. Os policiais seguem nas ruas para cumprir um total de 15 mandados de prisão e de busca e apreensão. As investigações começaram após a prisão em flagrante de um jovem de 23 anos no bairro Ipê, na Zona Norte de Macapá. Com ele, os agentes apreenderam crack, um tablete de cocaína e dois fuzis de fabricação israelense (calibre .30), além de seis carregadores e várias munições. LEIA MAIS: Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões em 15 poços na Margem Equatorial até 2030 VÍDEO: cerca de 20 casas são destruídas durante incêndio em Santana, no Amapá Família lamenta perdas durante incêndio no AP: 'aquilo que tu construiu com tanto sacrifício' Com a autorização da Justiça, a equipe da Denarc analisou celulares e mídias eletrônicas do investigado, mapeando a estrutura completa do grupo, que é ligado a uma facção criminosa de alcance nacional. Divisão de tarefas Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava de forma organizada e com funções bem definidas entre seus membros: Distribuição e armas: O homem preso no bairro Ipê era o operador central da distribuição de crack e cocaína na capital e responsável por guardar os fuzis e munições de grosso calibre, além de refinar as drogas. Comando no Rio de Janeiro: O chefe da facção no Amapá está foragido e escondido no Rio de Janeiro. De lá, ele e outro líder gerenciavam as rotas de entrega das drogas, os preços das cargas, a distribuição e a cobrança dos valores. Pontos de venda: Integrantes da rede tinham a função de abastecer os pontos de venda de drogas nos bairros Buritizal, Santa Rita, Novo Horizonte, Brasil Novo, Açaí e Jardim Felicidade. Lavagem de dinheiro: O grupo movimentava os recursos ilícitos utilizando contas bancárias de terceiros, comércios falsos de roupas e contratos de trabalho fictícios no Amapá e no Pará. Crimes investigados e origem do nome Os suspeitos vão responder por organização criminosa armada, associação para o tráfico, tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e lavagem de dinheiro. O nome "Midas Reverso" faz referência ao mito do Rei Midas, conhecido por transformar em ouro tudo o que tocava. Segundo a polícia, a operação busca gerar o efeito oposto: desarticular a estrutura do crime, retirar os bens obtidos ilicitamente e prender os envolvidos. Lojas de moda praia eram usadas para lavar dinheiro do tráfico no AP, diz polícia; 8 foram presos. Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS com as notícias do Amapá: